I'm made into an eight!

Olá a todos!

Bem isto têm sido umas semanas muito atribuladas. Como sabem estive no dia 6 de Novembro no XXIV ISCULTURAP a fazer uma apresentação para o curso de Tradução e Assessoria do ISCAP no Porto.


Correu tudo bem e eu espero que a malta que esteve a assistir tenha gostado. Eu adorei e mais uma vez se confirma que a malta do Porto é toda 5 estrelas. 
Depois da minha apresentação, fiquei surpreendido com as perguntas que me fizeram. Era tudo em volta da oportunidade de negócio que o Portuguese Sayings se tornou. Os estudantes cada vez mais querem desenmerdar-se - "Unshit Themselves" e arranjar formas de ganhar dinheiro, ou de criar até os seus próprios empregos. Assim se vê a força desta geração que muitos diziam perdida. Infelizmente, estamos na pior altura de sempre para ir para o mercado de trabalho e para criar uma empresa. A economia Portuguesa está muito atrasada e não permite a entrada de mais empresas ou ideias. Falta dinheiro nas mãos das pessoas para as coisas começarem a andar. No entanto, não devemos baixar os braços. Para os que, como eu, desejam ficar e tentar desenmerdar-se, o caminho pode ser difícil, até pode nem valer a pena, mas alguém tem de ficar cá para aguentar isto, certo?


Depois da excelente visita ao Porto e depois de passar um dia na linda cidade de Aveiro, voltei para casa e fui andar de bicicleta. Há 3 meses, comprei uma bicicleta nova porque gosto muito de fazer ciclismo e porque precisava de me manter em forma. Uma pessoa torna-se perigosamente sedentária, quando começa a trabalhar. Ora naquele dia, devia ter ficado em casa, pois passados 20 minutos de ter saído de casa tive um acidente a 45km/h. Fiquei feito num 8 - "Made into an eight". 

Antes de mais nada, tenho de agradecer aos nossos Bombeiros por me terem salvo. Tenho de agradecer às pessoas que iam atrás de mim de carro, iam a passear, não iam depressa de mais e, por isso, não me passaram por cima e, ainda, me ajudaram a levar a bicicleta para casa. E tenho também de agradecer às pessoas que me levaram de ambulância para o hospital. Tudo, gente super!


Mas, há sempre um mas ou mais! Foi aqui que eu comecei a pensar numa coisa. Afinal para que é que eu ando a pagar os meus impostos? Por exemplo, apesar de os bombeiros irem super devagar por causa do mau estado da estrada, eu levava com cada coice dentro da ambulância que até via estrelas. Para que serve o imposto de circulação, imposto dos combustíveis e sei lá mais o quê... se as estradas  públicas por onde circulamos se encontram num estado lastimável? Eu pergunto ao Sr. Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, onde anda o dinheiro dos nossos impostos, aquele que deveria servir para manter as estradas em bom estado? Por acaso, já andou de ambulância? Será que o nosso dinheiro só serve para pagar a irresponsabilidade da classe política e o buraco financeiro que criou no nosso país? 

E, já agora,  porque é que o nosso sistema de saúde está cada vez pior? Para onde vai o dinheiro dos nossos impostos? Sr. Primeiro Ministro, o senhor acredita que eu tinha moscas na sala de micro cirurgia quando me estavam a fechar a perna? Dá para acreditar? E acredita que havia falta de enfermeiros no Hospital?, quando estão milhares de enfermeiros desempregados em Portugal? Bem, o problema dos políticos portugueses, como sempre, é  não conhecerem a realidade! Não sabem o que se passa, nem querem saber! Quando vão visitar um hospital não sabem o que se passa, pois o administrador faz com que no dia da visita, o Hospital pareça o melhor dos hospitais. E depois também temos de ver, como é que eles podem conhecer o nosso sistema de saúde, se vão todos a hospitais privados? Pior cego é aquele que não quer ver! - "The worst blind is the one who doesn't want to see".

Bom, agora resta-me recuperar. Já agora tenho de vos agradecer mais uma vez por todo o apoio que me têm dado. Já somos 170.000 fãs e os 200.000 começam a tornar-se uma realidade menos distante. Obrigado a todos! :)

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